A política é realmente um campo no mínimo intrigante. Todos sabem ou têm uma boa ideia de como as coisas funcionam lá pela Câmara dos Deputados e Senado. Devem ser raros os políticos que ainda votam em projetos que beneficiarão a sociedade, apenas por esse motivo.
O roubo e o assassinato parecem estar conosco desde os primórdios. Quando o primeiro homem se viu numa situação em que podia tirar proveito de outra pessoa, ou se juntar com outras mais fortes e dominar à força o resto do grupo, e cobrar favores dos mais fracos. Quando chegou a democracia, bem mais tarde, esses mesmos grupos são derrubados do poder, porque o povo elege outros, que acredita serem legítimos representantes da massa, que distribuirão renda, e por aí vai. É quando chega a corrupção. Os novos políticos tem agora o poder político, mas não têm o poder de influência da maioria dos que votam as leis, não são donos dos meios de comunicação, nem experiência para gerir todos os órgãos dos países. Então esses novos "autênticos" representantes do povo. Continuam a se misturar com os antigos, como já o fizeram para serem eleitos, só que agora para gerirem o país, aprovar leis, não serem perseguidos pelos meios de comunicação que pertencem aos antecessores, e ir aos poucos conquistando seu próprio espaço e adquirirem sua independência, mesmo que parcial. Digamos, para adquirirem menos dependência dos seus antigos "inimigos" políticos.
Muito antes de Abraham Lincoln, políticos e outros "administradores de países do bem" já precisaram se utilizar de maneiras não muito ortodoxas para conseguir aprovar leis de interesse nacional. No caso do considerado o melhor presidente da história dos EUA, ele trocou votos por cargos que estavam ainda sendo preenchidos no seu segundo mandato. Se você analisar cruamente, ele comprou votos, e isso é erradíssimo, não deveria funcionar assim. Imagine ele nas mãos de um Joaquim Barbosa americano do norte. Opa, mas aí aí é que está a ironia. Se não fosse por essas compras (ou de forma mais eufêmica, "troca") de voto, aquele país não teria aprovado a abolição da escravatura, portanto jamais teriam um Joaquim Barbosa cozinheiro, quem dirá presidente do Supremo Tribunal Federal.
Esse é um assunto delicado, onde várias pessoas preferem se esquivar e nem comentar, mas acho que devemos fazer isso. Acredito que devemos avaliar mais do que a infração cometida pelos que pagaram a mensalidade, a necessidade herdada de fazer tal coisa para conseguir aprovar leis e emendas fundamentais para o desenvolvimento do país e principalmente do Nordeste. Volto a defender que os principais culpados nesse caso são os que geram a demanda, os que vendem os votos e não quem compra. Se os comprados ao invés de se venderem votassem pelo país, jamis seria necessário fazer isso para aprovar a transposição do São Francisco que beneficiará milhões de Nordestinos, por exemplo, além de tantos outros projetos de lei aprovados que terão no final impactos positivos similares.
Fica a deixa para iniciarmos uma discussão. Lembro que isso não estou defendendo o mensalão, mas estou provocando um debate importante que visa mirar no tronco da questão, deixando os velhos galhos de lado.
Michael Fellows
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
O "MENSALÃO'DE ABRAHAM LINCOLN
A política é realmente um campo no mínimo intrigante. Todos sabem ou têm uma boa ideia de como as coisas funcionam lá pela Câmara dos Deputados e Senado. Devem ser raros os políticos que ainda votam em projetos que beneficiarão a sociedade, apenas por esse motivo.
O roubo e o assassinato parecem estar conosco desde os primórdios. Quando o primeiro homem se viu numa situação em que podia tirar proveito de outra pessoa, ou se juntar com outras mais fortes e dominar à força o resto do grupo, e cobrar favores dos mais fracos. Quando chegou a democracia, bem mais tarde, esses mesmos grupos são derrubados do poder, porque o povo elege outros, que acredita serem legítimos representantes da massa, que distribuirão renda, e por aí vai. É quando chega a corrupção. Os novos políticos tem agora o poder político, mas não têm o poder de influência da maioria dos que votam as leis, não são donos dos meios de comunicação, nem experiência para gerir todos os órgãos dos países. Então esses novos "autênticos" representantes do povo. Continuam a se misturar com os antigos, como já o fizeram para serem eleitos, só que agora para gerirem o país, aprovar leis, não serem perseguidos pelos meios de comunicação que pertencem aos antecessores, e ir aos poucos conquistando seu próprio espaço e adquirirem sua independência, mesmo que parcial. Digamos, para adquirirem menos dependência dos seus antigos "inimigos" políticos.
Muito antes de Abraham Lincoln, políticos e outros "administradores de países do bem" já precisaram se utilizar de maneiras não muito ortodoxas para conseguir aprovar leis de interesse nacional. No caso do considerado o melhor presidente da história dos EUA, ele trocou votos por cargos que estavam ainda sendo preenchidos no seu segundo mandato. Se você analisar cruamente, ele comprou votos, e isso é erradíssimo, não deveria funcionar assim. Imagine ele nas mãos de um Joaquim Barbosa americano do norte. Opa, mas aí aí é que está a ironia. Se não fosse por essas compras (ou de forma mais eufêmica, "troca") de voto, aquele país não teria aprovado a abolição da escravatura, portanto jamais teriam um Joaquim Barbosa cozinheiro, quem dirá presidente do Supremo Tribunal Federal.
Esse é um assunto delicado, onde várias pessoas preferem se esquivar e nem comentar, mas acho que devemos fazer isso. Acredito que devemos avaliar mais do que a infração cometida pelos que pagaram a mensalidade, a necessidade herdada de fazer tal coisa para conseguir aprovar leis e emendas fundamentais para o desenvolvimento do país e principalmente do Nordeste. Volto a defender que os principais culpados nesse caso são os que geram a demanda, os que vendem os votos e não quem compra. Se os comprados ao invés de se venderem votassem pelo país, jamis seria necessário fazer isso para aprovar a transposição do São Francisco que beneficiará milhões de Nordestinos, por exemplo, além de tantos outros projetos de lei aprovados que terão no final impactos positivos similares.
Fica a deixa para iniciarmos uma discussão. Lembro que isso não estou defendendo o mensalão, mas estou provocando um debate importante que visa mirar no tronco da questão, deixando os velhos galhos de lado.
Michael Fellows
sábado, 16 de fevereiro de 2013
BRIGA ENTRE TORCIDAS ACABA COM ALVIRRUBRO BALEADO EM FRENTE AO ESTÁDIO DOS AFLITOS
Estava mais uma vez na sala de casa, quando escutei barulho de confusão na Av. Rosa e Silva. Normalmente isso acontece aos Domingos, depois de jogo no Estádio dos Aflitos. Fui até a janela e já estava armada uma cena digna da "True TV". Vários jovens vestidos com camisa do Náutico promoveram uma baderna generalizada. Correram armados com pedaços de pau na mão e contramão da avenida atrapalhando o tráfego, invadiram um ônibus, obrigando-o a ficar parado no meio da via. Uns entravam e outros saíam. De repente achavam alguém que estavam procurando e desciam de uma vez correndo atrás do indivíduo que era torcedor do time rival. Finalmente o ônibus saiu vagarosamente, quando pouco tempo depois a outra gangue saiu correndo sentido subúrbio. Um dos marginais para e grita: "Vem agora, porra!". Desta vez ele estava rodeado por outros colegas do crime.
Eu filmei isso tudo, inclusive a minha ligação para o 190, informando e descrevendo o que acontecia em tempo real. A polícia não demorou. Vários carros, motos e outros veículos passaram pela frente do prédio seguindo em direção ao novo ponto de encontro dos elementos deletérios, onde um deles, um torcedor do Náutico, foi baleado em frente ao seu Estádio.
Michael Fellows
OBS: Abaixo, link do vídeo produzido por mim. Do grupo O SUPER CIDADÃO.
http://www.youtube.com/watch?v=sgbXWIYRj3A
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