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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cavalheirismo é Machismo?

Eu sempre entendi o "cavalheirismo" como gentileza, lembro de minha mãe ou pai usando a expressão "seja cavalheiro". Garanto que nem tinha descoberto o sexo - ou mesmo o beijo. Eu cresci associando o termo a uma coisa boa e espôntanea, sem qualquer sentimento de superioridade em relação a pessoa do sexo feminino que estava recebendo minha gentileza. A única intenção era fazer um bem a uma pessoa. Meus pais podiam até ter vestígios do machismo dominante das épocas que os precederam, mas tenho certeza que eles me ensinaram a ser gentil apenas, no final das contas. A gente não nasce com racismo ou machismo ou qualquer outro preconceito. Da mesma forma que essas coisas são ensinadas, os conceitos também são mudados por uma tendência de um período histórico. Baseando-me nesse entendimento que tive, eu posso arriscar dizer que, como chamar alguém de "filho da puta" pode ser dito com carinho ou graça, demonstrada na entonação; chamar alguém de cavalheiro pode ser apenas um elogio também, ao invés de um palavrão como machista. O cavalheirismo pode não ser também uma estratégia machista para dominar as mulheres, como as tiranias sorrateiras que se disfarçam de democracias. Garanto que vários seres humanos como eu trocam os termos por entendê-los como quase sinônimos. Vamos todos respirar fundo e não deixar que a etimologia de uma palavra nos desnorteie. Só há um norte que carrega consigo o amor, o respeito mútuo e o coletivismo. Essas caracteristicas positivas da relação humana são demonstradas com atitudes e não através de palavras. Nós criamos e mudamos as palavras. Não o contrário.

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